ALGODÃO: 2017 FOI ANO PRODUTIVO PARA O SETOR

O ano de 2017 foi de comemoração para produtores de algodão, pois o tempo ajudou. No estado de Mato Grosso, a pluma rendeu 986 toneladas. Além disso o custo de produção caiu de R$ 9,2 mil por hectare para R$ 9 mil.
” Nós viemos para um cenário melhor, com uma safra mais robusta e satisfatória para o produtor. O cenário de consumo do algodão no mercado doméstico está melhorando e promete um futuro mais otimista.

Entretanto, com uma oferta maior do que a demanda, a tendência é que tenhamos algodão suficiente para o consumo interno até para cobrir o período de entressafra”, analisou o consultor de mercado da FCStone, Edes Silveira. 
Enquanto alguns setores reclamam da rentabilidade durante o ano, os produtores de algodão estão bem satisfeitos, incluindo um agricultor do Centro-Oeste que faturou US$ 799 por hectare. 

De acordo com a Companhia Nacional de Bastecimento (Conab), a produção da pluma  para a safra 2017/2018 deve alcançar 1,7 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 10,5% na produção e de 11% na área plantada. A produção por hectare, por outro lado, pode chegar a 1,5 mil toneladas por hectare.
“O produtor faz uma venda antecipada da colheita, com um planejamento de prosperação de área de plantio de algodão, o que mostra a liquidez maior do algodão em relação ao milho”. Diz o presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel.

Se depender da tecnologia, cada vez mais presente na cultura, 2018 promete ser um ano bom pra o algodão. Agora, resta saber se o clima vai ser tão generoso como foi em 2017. “Nós dependemos de uma colheita boa da soja. Se não houver atraso, teremos uma janela favorável para o plantio de algodão. Mas, se atrasar, teremos uma dependência de chuvas em abril e maio para finalizar com mais perfeição, mais qualidade, e principalmente, mais produtividade na nossa safra, diz o presidente da Ampa. 

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